A educação pelo grito revela a imaturidade emocional dos pais

 

Confira aqui a série de artigos sobre Letramento Emocional Familiar (LEF): para adultos

Por Solange Perpin* 

 


Você costuma gritar com seus filhos?

Saiba que isso é muito prejudicial. Gera medo, ansiedade, baixa autoestima e insegurança na criança, além de não ensinar comportamentos adequados a longo prazo. Estudos indicam que o grito constante pode ser tão nocivo quanto punições físicas. 

Veja alguns consequências que você está trazendo aos seus filhos por não conseguir se controlar: pode causar danos ao desenvolvimento cerebral, insegurança, comportamento agressivo, ou submissão extrema, além de afetar o aprendizado e a memória devido ao estresse.

E por que os adultos gritam, principalmente os pais? Por causa do analfabetismo emocional, geralmente é uma reação à perda de controle, estresse diário, ou uma tentativa de "corrigir" rapidamente um comportamento, mas reflete mais a frustração do adulto do que a necessidade da criança.

Alternativas que você pode utilizar e não gritar: a) respire e acalme-se antes de intervir;, b)  seja assertivo sem gritar (use um tom de voz firme, mas baixo, para impor regras, conversando em vez de berrar); c) prepare-se para situações de estresse, antecipando as dificuldades; d) crie conexão ao tentar entender a emoção por trás da atitude do filho (fome, sono, tédio, frustração); e) reconheça seus limites, descanse, admita que gritar é prejudicial e, se necessário, busque terapia para gerenciar a frustração. Lembre-se você é o adulto e o problema é seu, não da criança. 

Se por acaso o grito ocorrer, é recomendável pedir desculpas e explicar o erro, mostrando que você também está aprendendo a lidar com suas emoções. Seja humilde. Pais autoritários são tóxicos e péssimos exemplos. 

 


 

  

*Solange Perpin investiga como as narrativas familiares e sociais moldam emoções, conflitos e formas de convivência. Analista de narrativas, mediadora de conflitos e estrategista em comunicação assertiva, atua no desenvolvimento de consciência emocional e na reconstrução de diálogos. AH/SD (Altas Habilidades/Superdotação) e 2E (dupla excepcionalidade), é psicodramatista, educadora emocional, arteterapeuta infantil, escritora, jornalista científica, advogada, com mestrado em Bioética, ou outras formações multidisciplinares.

 

Use o LEF e respeite a LEI

"Educar crianças começa por alfabetizar emocionalmente os adultos".

Solange Perpin

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